Janaina Leite é referência na pesquisa sobre o uso de documentário e autobiografia no teatro brasileiro. Atualmente, conclui seu doutorado em artes cênicas apoiado pela FAPESP, na Escola de Comunicação e Artes (ECA/USP). Em sua pesquisa autoral concebeu os espetáculos Festa da Separação: Um Documentário Cênico, Conversas com Meu Pai e Stabat Mater (vencedor do Prêmio Shell de Teatro na categoria dramaturgia). Publicou o livro Autoescrituras Performativas: do Diário à Cena, consolidando sua pesquisa entre a prática e a teoria.

       Em 2020, Janaina Leite compôs o eixo "Pesquisadora em Foco" na Mostra Internacional de São Paulo (MIT-Sp), tendo várias ações do festival destinadas à sua pesquisa. No mesmo ano, a editora Javali publica o livro "Conversas com meu pai + Stabat Mater, uma trajetória de Janaina Leite". 

       Idealizou e coordenou os núcleos de pesquisa Feminino Abjeto 1, Memórias, Arquivos e (Auto) Biografias e Feminino Abjeto 2. Janaina também é co-fundadora, atriz e diretora no Grupo XIX de Teatro, com quem criou e atuou em diversos espetáculos reconhecidos pelos principais prêmios e fundos de apoio do país. 

       Como diretora, assina também trabalhos como "Teorema 21" e "Nada aconteceu..." do Grupo XIX de Teatro, "Branco: ou o cheiro do lírio e do formol" em parceria com Alexandra Dal Farra e "PEÇA" ganhador do prêmio APCA de melhor espetáculo virtual de 2020, com atuação e texto de Marat Descartes. Atua na orientação de oficinas, cursos e palestras pelo Brasil. Esteve também como palestrante convidada no Conservatório Nacional de Teatro de Paris, na Universidade Sorbonne Nouvelle Paris 3, na Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo no Porto e na Escola Superior de Cinema e Teatro em Lisboa. Atualmente, desenvolve o projeto "Ensaios escopofílicos para uma História do Olho" pesquisando as relações entre teatro e pornografia.